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Chromeo

Dentre tantas bandas, duplas e grupos musicais que surgem diariamente, sempre há de se esperar que uma ou outra passasse despercebida, mesmo com um grande potencial pra chamar a atenção.

Imagina só: uma dupla formada pelo libanês P-Thugg (batizado pela mãe como Patrick Gemayel) e o canadense AND judeu Dave 1 (batizado pelo pai como David Macklovitch) munidos de sintetizadores, teclados e talk boxes prontos pra abalar as estruturas com um som eletrônico vindo diretamente do anos 80.

A história é meio batida, banda-de-colégio-formada-banda-de-colégio-se-separa, dois dos integrantes começam a produzir uma canção aqui e outra ali, anos depois lançam um disco e BOOM! Essa é a história do Chromeo, que veio tocar aqui no Brasil pela primeira vez no Sónar, festival de música eletrônica que rolou há alguns dias atrás em São Paulo.

Com três álbuns lançados, o Chromeo já traz na bagagem uma série e clipes e foi através de um desses vídeos que os conheci. Zapeando pelos canais de música numa tarde tediosa, vi uns caras numa estação de polícia só com policiais femininas. “Hot Mess”, o tal vídeo, apresentava uma proposta despojada mas com um “quê” de seriedade. Me pegou!

No seu álbum mais recente, “Business Casual” (2010), eles apostaram todas as fichas em canções que abusam de sintetizadores e guitarras com o mais puro swing e groove. A primeira faixa, a já citada “Hot Mess”, tem como base um refrão sing-a-long, com letras fáceis de entender até pra quem não manja horrores de inglês. E o que se segue é uma sequência de canções pra rolar naquela festa mais animadinha que você dá na sua casa quando tá de folga do trampo. “I’m Not Contagious” é um convite para o amor, com vocais intercalados e provocativos. “Night By Night” traz umas guitarras no melhor estilo Daft Punk. É daquelas pra tocar no carro, no caminho pra balada. “Don’t Turn The Lights On” é um convite para o amor lado b, com tecladinhos românticos e um vocal sofrido e amargurado. Já “When The Night Falls” e “Don’t Walk Away” formam praticamente uma só música, feita pra se ouvir com o volume no talo.

Comparado aos álbuns anteriores, o som da dupla melhorou muito. Não são todas as músicas que empolgam, mas nada aterrorizante que prejudique a audição do álbum como um todo. Pelo contrário, mostra que apesar de estarem afiados, os caras ainda têm pra onde crescer.

Os discos do Chromeo ainda não saíram em edições nacionais, mas não é difícil encontrar os importados em livrarias e afins. Além disso, tem sempre o Itunes, o Youtube e o ThePirateBay pra salvar o dia, caso a preguiça domine.

Não fui ver os caras no Sonár, confesso que queria muito ter ido, mas quem sabe numa próxima vez.

Deleitem-se com esta obra-prima videoclíptica, altamente recomendada por este que vos escreve:

George Harrison

Quando qualquer produto sai com o nome “The Beatles”, pode ter certeza que isso mobilizará milhões. Não importa quantas versões sejam lançadas, tanto para a banda quanto para seus integrantes em carreira solo, a coisa vende. Tivemos a discografia da banda, do Lennon e do Harrison relançadas em edições bacanudas, além das bolachas do Mccartney, que estão saindo em formatos luxuosos. A obra é uma fonte inesgotável. Recentemente foi lançado um documentário sobre George Harrison, com direção de Martin Scorsese. E repito, não importa quantas vezes seu nome venha a tona, quando se trata de George Harrison a coisa cria proporções enormes. O documentário teve ótimas críticas, e está sendo exibido de forma tímida no Brasil. Agora, além do filme, algo que merece atenção digna é a trilha sonora, já que não é todo dia que brota um disco de demos e raridades de um Beatle. Continuar Lendo »

Toscos por opção

The Melvins

Sabe aquela banda que reaparece do nada? Mesmo sabendo da existência, quando surge uma discussão de música, raramente você lembra de citá-la. Todo mundo tem esse tipo de relação com alguma banda. A minha é o The Melvins.

A banda ensurdece ouvidos desde os anos 80, nunca chegaram ao mainstream e provavelmente nunca vão chegar. Mesmo soando “falidos” eles moldaram o som que futuramente seria chamado de grunge nos anos 90, levando grandes monstros como Nirvana, Alice In Chains, Green River e Soundgarden a aperfeiçoarem a coisa para o movimento explodir mais tarde.

O fato mais impressionante na carreira dos Melvins aconteceu recentemente, em 2010, quando o álbum “The Bride Screamed Murder” entrou para a lista dos 200 mais da Billboard. O disco vendeu “impressionantes” 2,809 (duas mil oitocentas e nove ) cópias nas primeiras semanas. Para o cenário isso é miséria mas imaginem a felicidade da banda. E é sobre esse disco que conversaremos aqui. Continuar Lendo »

Dia desses lá na loja, vi um dvd rolando. Sambão, de primeira. Entre um cliente e outro, uma corrida aqui e outra ali, fui prestando atenção. Era um desfile de gente boa, e as músicas, uma pérola atrás da outra. Resolvi matar dois coelhos: Compraria pra minha mãe e, de quebra, assistiria com calma.

“Sambabook João Nogueira” é o primeiro volume de um projeto ambicioso: Resgatar com fidelidade e bom gosto as obras de grandes sambistas. Com supervisão do filho do mestre, Diogo Nogueira, o dvd apresenta 24 faixas reproduzidas com fidelidade aos arranjos originais. Continuar Lendo »

Em certos casos, passar pelo inferno ajuda a colocar as coisas no lugar. Inferno mesmo, tipo ver o Satanás  a olho nu. Essas experiências servem como um choque de realidade. Um bom exemplo disso: Aerosmith.

Há mais de uma década a banda do Seu Tyler não se acerta. Depois do fraco “Just Push Play” (fraco, fraco mesmo!!!), o grupo passou bem perto do fim algumas vezes. Steven caiu do palco durante um show em 2009 e quase foi dessa pruma outra. A banda começou a trabalhar num novo disco, mas aparentemente as coisas não andaram. Aí o mesmo Steven decidiu ser jurado do American Idol, o que deixou o guitarra Joe Perry e os outros caras da banda putíssimos da vida. Sem contar que, na falta de material inédito, decidiram lançar mais coletâneas em 10 anos que o Julio Iglesias em 40. Dava pra perceber de longe que tava tudo bem errado. Continuar Lendo »

Afudê!

Bidê ou Balde

Quinta passada rolou um showzaço aqui em Sampa. Confesso que soube de última hora, mas que bela surpresa eu tive quando cheguei lá. Nunca tinha ido no Beco 203, o local até que é bacana, bem melhor que outros lugares nos arredores. Mas a atração mesmo era a banda que ia tocar lá, e o show AFUDÊ que seguiu madrugada adentro.

Não sei quantos de vocês conhecem a Bidê Ou Balde. Os caras são do Sul, participaram do “MTV Acústico Bandas Gaúchas”, junto com Cachorro Grande, Ultramen e Wander Wildner. Apesar de estarem juntos desde de 1998, fizeram considerável sucesso mesmo no lançamento do acústico. Com quatro álbuns na carreira e alguns bons clipes produzidos, os caras ficaram meio ofuscados devido ao levante emo que rolou tempos atrás. Continuar Lendo »

Marilyn Manson é um artista que já cumpriu sua tarefa no mundo. Qual a função de toda banda de rock? Colocar fogo no mundo e isso ele fez direitinho, desde o surgimento até explodir em todas televisões e rádios do globo. Porém o Anticristo Superstar deixou parte daquela doideira que cercava sua imagem. Não desistiu totalmente da ideia de ser um anticristo, mas ultimamente ele vem sendo mais superstar do que qualquer outra coisa.

Fazendo pose ou não, Manson sacou que toda essa coisa de xingar a igreja e botar fogo em cruzes cansa um pouco. Quando se é adolescente e essas coisas aparecem, todos amam (me incluo nisso) e compram seus discos. Mas esse mesmo público cresce e percebe que tudo precisa evoluirr junto. Desde “Eat Me, Drink Me”, de 2007, que essa atmosfera “sou o capeta no rolê” não aparece com tanta frequência. É só conferir as capas dos discos. Continuar Lendo »

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