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	<title>Sério? Jura? Putz!</title>
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	<description>Música Nova Levada A Sério. Ou Não...</description>
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		<title>Sequência De Classe</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 02:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Abba A Zappa]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Sea Of Love]]></category>
		<category><![CDATA[The National]]></category>
		<category><![CDATA[Trouble Will Find Me]]></category>

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		<description><![CDATA[A melancolia tem sim o seu valor e o The National está disposto a prová-lo com seu novo trampo, "Trouble Will Find Me".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4597" alt="4,5" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/02/45.jpg" width="150" height="57" />Já falei em outros textos do meu gosto especial por músicas e bandas de som melancólico. Assim como nas artes plásticas, em que o movimento que mais atrai o meu olhar é o <em>&#8220;Expressionismo&#8221;</em>. O que mais me alcança são as emoções que o autor transmite em sua obra, seja com cores e pinceladas ou com acordes e batidas. Por alguma razão desconhecida (ao menos por mim), os que normalmente obtém maior êxito na expressão dessas tais emoções são artistas em estado ou de linguagem melancólica.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Cover1.jpg" class="thickbox no_icon" title="Cover"><img class="alignleft size-medium wp-image-5921" alt="Cover" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Cover1-300x297.jpg" width="300" height="297" /></a>Isso talvez explique a razão do encanto instantâneo que senti ao ouvir pela primeira vez o então recém lançado <em>&#8220;High Violet&#8221;</em> (2010) da banda americana <strong>The National</strong>. Li um artigo na internet sobre o lançamento e a descrição do autor era toda baseada na tal melancolia que o som transmitia. Foi paixão à primeira ouvida e <em>&#8220;High Violet&#8221;</em> tornou-se um dos meus discos de cabeceira. Quantas vezes já não voltei no último metrô da noite, bebaço e largado ouvindo The National?! Pois é&#8230;</p>
<p>Quase três anos se foram e a expectativa por um novo disco dos caras foi crescendo junto com um temor de uma mudança brusca. Esses trutas do rock alternativo gostam de experimentar bastante e principalmente depois de um grande êxito comercial, costumam chutar o balde com força. Temi provar da mesma experiência que tive com o Radiohead, que me causou encanto semelhante ao que tive com o <em>&#8220;High Violet&#8221;</em>, com o seu <em>&#8220;In Rainbows&#8221;</em>, pra em seguida vir com o xaropeta <em>&#8220;The King Of Limbs&#8221;</em>, que eu detestei.</p>
<p>O som do próprio The National sofreu  uma gradativa mudança ao longo de sua discografia. Mudança essa associada evidentemente ao amadurecimento de Aaron Dessner (guitarra &amp; teclados), Bryce Dessner (guitarra), Scott Devendorf (baixo), Bryan Devendorf (bateria) e Matt Berninger (vocal), enquanto membros da banda.  Se os rapazotes de terninho começaram a receber maior atenção do público e da crítica gringa à partir do terceiro álbum, o bom <em>&#8220;Alligator&#8221;</em> (2005), e mantiveram a média no também bom <em>&#8220;Boxer&#8221;</em> (2007), foi em <em>&#8220;High Violet&#8221;</em> que atingiram seu ápice criativo. E depois? Pra onde ir?</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/The-National-Mini-2.jpg" class="thickbox no_icon" title="The National Mini 2"><img class="alignright size-medium wp-image-5923" alt="The National Mini 2" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/The-National-Mini-2-300x300.jpg" width="300" height="300" /></a>As respostas estão em <em>&#8220;Trouble Will Find Me&#8221;</em>, novo álbum da banda que sai oficialmente no próximo dia 20. Nós, é claro, já demos aquela conferida atenciosa e para o meu alívio, a banda optou pela <em>&#8220;bola segura&#8221;</em>. Aquela quase impossível de errar. É legítimo que logo após um grande lançamento, uma banda ou artista adote uma postura mais conservadora no mercado e é exatamente essa postura que o The National escolheu. <em>&#8220;Trouble Will Find Me&#8221;</em> é uma continuação lógica de <em>&#8220;High Violet&#8221;</em> e quem curtiu o álbum anterior, irá certamente se apaixonar também pelo novo. Até mesmo a sonoridade é bastante parecida, o que se explica em uma breve fuçadinha no encarte: O produtor é o mesmo dos três discos anteriores, Peter Katis.</p>
<p>As mesmas camadas de teclados fazendo fundo para batidas bem moduladas e harmonias vocais sutis sustentando as melodias da voz grave de Matt Berninger estão lá. E a riqueza lírica também. Versos como <em>&#8220;I am secretly in love with everyone that I grew up with/ Do my crying underwater, I can&#8217;t get down any farther/ All my drowning friends can see/ Now there is no running from it/ It&#8217;s become the crux of me/ I wish that I could rise above it/ But I stay down with my demons&#8221;, </em>do primeiro single, <em>&#8220;Demons&#8221;</em>, trazem as provocações normalmente contidas nas letras de Berninger.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/The-National-Mini.jpg" class="thickbox no_icon" title="The National Mini"><img class="alignleft size-medium wp-image-5922" alt="The National Mini" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/The-National-Mini-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a>Faixas como <em>&#8220;I Should Live In Salt&#8221;</em>, <em>&#8220;Fireproof&#8221;</em>, <em>&#8220;Heavenfaced&#8221;</em>, <em>&#8220;Graceless&#8221;</em>, <em>&#8220;Slipped&#8221;</em> e <em>&#8220;I Need My Girl&#8221;</em> podem mudar o seu dia. E a maravilhosa <em>&#8220;Sea Of Love&#8221;</em> empolga, mesmo carregando em sua letra o título cinza do álbum. O disco ainda conta com participações do multi instrumentista indie  Sufjan Stevens, além de integrantes de bandas como Dirty Projectors e do venerado Arcade Fire.</p>
<p>Se <em>&#8220;High Violet&#8221;</em> é mesmo a obra prima do The National, <em>&#8220;Trouble Will Find Me&#8221;</em> quase paga tributo ao grande disco que o antecede. É uma classuda sequência, para consolidar o amor pelo som da banda nos muitos corações melancólicos dessa era.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><strong><em>Danilo Fernandez</em></strong></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/yIWmRbHDhGw?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
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		<title>Coeso, Rápido E Certeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 04:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Abba A Zappa]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[...Like Clockwork]]></category>
		<category><![CDATA[I Sat By The Ocean]]></category>
		<category><![CDATA[Queens Of The Stone Age]]></category>

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		<description><![CDATA["...Like Clockwork", o aguardadíssimo novo disco do Queens Of The Stone Age finalmente vazou nas internétes. Saiba qual foi a nossa primeira impressão.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em>Ó, antes de ter certeza se o disco é bom ou não, eu no lugar de vocês já participaria da nova promoção do <strong>&#8220;??!&#8221;</strong>, que vai ter dar o <strong>&#8220;&#8230;Like Clockwork&#8221;</strong>, disco novo do <strong>Queens Of The Stone Age</strong>, no dia do lançamento. Vai, clica <strong><a  title="Quer O Novo Disco Do Queens Of The Stone Age?" href="http://seriojuraputz.com/promocao-quer-o-novo-disco-do-queens-of-the-stone-age/" target="_blank">AQUI</a></strong> e volta no dia 04/06, pra saber se você ganhou e vai poder cantar a vontade e de graça&#8230;</em></span></p>
<p><em><img class="alignleft size-full wp-image-4817" alt="5,0" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/02/501.jpg" width="150" height="57" />&#8220;Expectativa&#8221;</em> quase sempre é uma palavra extremamente perigosa. Quantas e quantas vezes, pelo glorioso histórico de um artista ou por um primeiro single do grande cacete, eu esperei um puta disco e, quando o tal disco finalmente saiu&#8230; era marromeno, e olhe lá. Pouquíssimas foram as vezes em que, mesmo com as expectativas lá na estratosfera, quando o produto final chegou, queixos caíram. Mas, vejam só, hoje rolou mais um desses raros momentos.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Like-Clockwork1.jpg" class="thickbox no_icon" title="Like Clockwork"><img class="alignright size-medium wp-image-5913" alt="Like Clockwork" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Like-Clockwork1-300x300.jpg" width="300" height="300" /></a>No meio da tarde, preso no trânsito e bem longe de casa, recebo uma mensagem do amigo do blog e da vida Danilo Fernandez, com as 3 palavras que eu mais esperei ouvir no último mês: <em>&#8220;Vazou o QOTSA&#8221;</em> foi uma frase que mudou meu dia, meus planos e me fez voltar correndo pra casa. Mas o início da primeira audição veio acompanhada do receio por conta da tal expectativa. Não foram poucas as vezes em que eu disse para os mais chegados que esperava <strong><em>&#8220;&#8230;Like Clockwork&#8221;</em></strong>, o sexto álbum de estúdio do <strong>Queens Of The Stone Age</strong>, como um real concorrente a disco do ano. Eu sei, ainda estamos em maio, mas tem certas coisas que já nascem clássicas.</p>
<p>Ao apertar o play,<em> &#8220;Keep Your Eyes Peeled&#8221;</em> inicia a viagem de forma sombria e arrastada, só embalando de fato quando mais da metade dos seus 5 minutos já se foram  e a faixa ganha mais fôlego. Não, não é uma canção fraca, muito pelo contrário. Segue inclusive a linha de outras canções com climas mais densos que o próprio QOTSA já fez e que são absolutamente sublimes (<em>&#8220;You Got A Killer Scene There, Man&#8221;</em> ou <em>&#8220;I Was A Teenage Hand Model&#8221;</em>, só pra citar exemplos), mas não seria a minha opção para abrir o disco. Porém, tendo em vista que Josh Homme tem muito mais gabarito para decidir qual a primeira música do maldito álbum, eu me calo!</p>
<p>Se a abertura é boa, da segunda ao fim do disco o que sai das caixas de som é um desfile de músicas absolutamente espetaculares, que em pouco mais de 40 minutos fazem o ouvinte esquecer os 7 anos de espera. Em <em>&#8220;I Sat By The Ocean&#8221;</em>, a segunda faixa, o que salta aos ouvidos logo de cara é uma das grandes surpresas de todo o disco: A linha de baixo criada por Michael Schuman é absolutamente irrepreensível, fato que se repetirá por diversas outras músicas. Já é 2013 e ainda tem gente esperando a volta do doidão Nick Oliveri para as baixas frequências do som do QOTSA, mas <em>&#8220;&#8230;Like Clockwork&#8221;</em>, o disco, serve como um belo cala a boca pra essa galera e coloca Schuman como um músico perfeito para a nova fase da banda, em que um groove bem composto vale muito mais que o peso por si só.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Queens-Of-The-Stone-Age-Mini-2.jpg" class="thickbox no_icon" title="Queens Of The Stone Age Mini 2"><img class="alignleft size-medium wp-image-5916" alt="Queens Of The Stone Age Mini 2" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Queens-Of-The-Stone-Age-Mini-2-300x167.jpg" width="300" height="167" /></a>É difícil destacar alguma coisa de um conjunto de canções de tão alto nível, mas além de <em>&#8220;I Sat By The Ocean&#8221;</em>, dá pra dizer tranquilamente que a azeitada <em>&#8220;If I Had A Tail&#8221;</em>, a viajada <em>&#8220;Kalopsia&#8221;</em> (que imediatamente me remeteu à <em>&#8220;Porcelain&#8221;</em>, hino perdido entre os hits do clássico <em>&#8220;Californication&#8221;</em>, dos Chili Peppers), <em>&#8220;Fairweather Friends&#8221;</em> e principalmente a absurda <em>&#8220;I Appear Missing&#8221;</em> já fazem parte do grupo das melhores coisas que Homme já compôs na vida. Não é exagero nenhum dizer que essas 5 já valem as 30 Dilmas que muita gente vai gastar pra ter esse disco em casa.</p>
<p>Uma das coisas que mais me deixaram ansioso para ouvir o disco foi o primeiríssimo time que colabora do mesmo. Difícil não esperar por um trampo que traz nomes como Alex Turner, Trent Reznor e Sir Elton John, além do ex-membro Nick Oliveri e do eterno colaborador Mark Lanegan. Ah, tem o Dave Grohl nas baquetas de 6 das 10 músicas, pra quem acha que tá pouco. Porém, é bem verdade que cerca de 15 audições depois, eu ainda não consegui identificar todos esses caras. As participações mais claras são de Elton John e seu piano em <em>&#8220;Fairweather Friends&#8221;</em> (que, segundo a Wikipedia, traz também Lanegan, Reznor e Oliveri, além do próprio John cantando, mas eu realmente ainda não os ouvi), os vocais de Reznor no refrão de <em>&#8220;Kalopsia&#8221;</em> e a guitarra de Turner em <em>&#8220;If I Had A Tail&#8221;</em>. Eu tenho a impressão de ouvir o próprio Turner cantar no finalzinho dessa mesma faixa, mas ainda não tenho certeza. O fato é que, pro time convocado, as participações estão muito escondidas. Eu esperava que ao menos uma das 10 faixas tivessem vocais principais do roucão Lanegan, mas sequer achei a voz do cara no disco.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Queens-Of-The-Stone-Age-Mini-1.jpg" class="thickbox no_icon" title="Queens Of The Stone Age Mini 1"><img class="alignright size-medium wp-image-5915" alt="Queens Of The Stone Age Mini 1" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Queens-Of-The-Stone-Age-Mini-1-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a>Pequenas participações à parte, o veredicto já era esperado. Mesmo com ótimos trabalhos já lançados esse ano (<em>&#8220;The Next Day&#8221;</em> do David Bowie já basta pra justificar) e muita coisa bacana ainda prometida pra 2013 (trampos novos do Black Sabbath, Kings Of Leon e do Pearl Jam estão vindo por aí), <em>&#8220;&#8230;Like Clockwork&#8221;</em> é o melhor conjunto de canções lançado em 2013 até agora e corre com força para manter esse posto até que uma multidão de globais vestidos de branco invada seu televisor no Show da Virada. Com cerca de 45 minutos, a bolacha é coesa, rápida e certeira. Não é o melhor trabalho do QOTSA (<em>&#8220;Lullabies To Paralyze&#8221;</em> segue firme), mas mostra uma evolução gigante com relação ao anterior, <em>&#8220;Era Vulgaris&#8221;</em>.</p>
<p>Agora é esperar que os caras não demorem tanto pra lançar o próximo, porque a fase está gloriosa.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em><strong>Bruno Souza</strong></em></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/PZ7ihD2Z0mg?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Botão Do Stop Quebrou</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 04:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beirigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipsteria]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Access All Arenas]]></category>
		<category><![CDATA[Justice]]></category>
		<category><![CDATA[On'n'On]]></category>

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		<description><![CDATA["Show" de música eletrônica é um conceito que nós ainda não assimilamos muito bem. Mas o fato é que o duo francês Justice lançou mais um disco ao vivo e a gente te diz como é.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4440" alt="1,0" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/01/10.jpg" width="150" height="57" />Eu sempre tive muita curiosidade sobre shows de música eletrônica. Ficava pensando em como a galera se porta em um evento assim, porque não existem refrões, quase nunca existem sequer letras! Me matava pensando nisso. Créditos ao Loollapalloza, assisti ao DeadMau5 e constatei o que sempre suspeitei: Aquilo não é um &#8220;show&#8221;. É como se tivessem unido todas as caixas de som do mundo, apertado o play no CD e pronto. Sim, eu quase posso ouvir você me chamando de ignorante e sem conhecimento de causa. Pode até ser, mas chamar um acontecimento assim de &#8220;show&#8221; não é certo.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/justiceaaa.jpeg" class="thickbox no_icon" title="Justice"><img class="alignright size-medium wp-image-5908" alt="Justice" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/justiceaaa-300x300.jpeg" width="300" height="300" /></a>Opiniões à parte, uma dupla de música eletrônica bem famosa e que por ironia da vida me agrada é o <strong>Justice. </strong>Mesmo tendo todos os ingredientes que, em tese, me fariam perder o tesão no som, os franceses conseguem, em meio a batidas sem noção e direção alguma, criar algo bacana. Nessas, acabei acompanhando por luneta os trabalho dos caras e por conta disso fiquei atento ao recente lançamento do segundo trampo ao vivo do Justice, o repetitivo <strong><em>&#8220;</em></strong><strong><em>Access All Arenas&#8221;</em></strong>.<em> </em></p>
<p>Gravada no Coliseu de Roma, a música aqui é tocada bem alto, mas ao mesmo tempo falha em mostrar algo diferente. O disco ao vivo anterior, <em>&#8220;A Cross The Universe&#8221;</em> foi lançado 5 anos atrás, porém, caso você decida comparar os setlists, verá que pouca coisa muda. Na verdade mudou o lugar, o público, o preço, a moeda e&#8230; só. Aquele mesmo som processado invade o Coliseu, frita mil cabeças alucinadas que buscam a batida mais insana e rápida do mundo para chegar a um orgasmo inalcançável. Pode xingar a vontade, mas para entender esse tipo de som é preciso ter a cabeça meio fora do lugar ou muita química no sangue.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/justicecross.jpg" class="thickbox no_icon" title="justicecross"><img class="alignleft size-medium wp-image-5909" alt="justicecross" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/justicecross-300x198.jpg" width="300" height="198" /></a>Ok, é verdade que no meio de tudo isso existem coisas com qualidade. <em>&#8220;New Lands&#8221;</em> até<em> </em>se parece com uma canção, lembrando os conterrâneos do Daft Punk num som que realmente o som empolga muito, com uma batida martelo entre alguns <em>fades </em>e a introdução que é puro AC/DC !!! O ponto alto fica com <em>&#8220;Stress&#8221;</em>, que teve seu clipe proibido na Europa por promover a violência extrema e gratuita. Aqui, ao vivo, a introdução foi alterada para gritos de &#8220;<em>Disco, Disco&#8221; </em>até que aquela batida perturbadora começa, fazendo a italianada ovacionar loucamente. A dupla toca uma versão diferente da original com o intuito de fazer uma bela fritada, como se diz na casa da minha avó nonna!</p>
<p>Infelizmente, no mais o disco não consegue escapar da mesmice. Ao fim, a sensação é a de que um laptop estava no palco processando sons, um aglomerado de batidas gélidas. Além disso, <em>&#8220;Access All Arenas&#8221; </em>torna-se desnecessário para quem já ouviu aquele outro trabalho ao vivo de 2008.</p>
<p>Eletrônico? Eu fico com o Kraftwerk!</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em><strong>Felipe Beirigo</strong></em></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/fflyskX6iZs?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
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		<title>Fazendo Valer O Show</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 00:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mosh Pit]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Deep Purple]]></category>
		<category><![CDATA[Hell To Pay]]></category>
		<category><![CDATA[Now What?!]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossas opinião sobre o novo álbum do Deep Purple está no post. Mas queremos deixar claro que nossos advogados já foram acionados quanto ao plágio do nosso logo na capa do disco!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4743" alt="4,0" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/02/40.jpg" width="150" height="57" />Virou lugar comum entre os frequentadores de shows de rock no Brasil, dizer que o <strong>Deep Purple</strong> não sai mais da quebrada. É verdade, os caras bateram cartão por aqui na última década. Foram seis visitas, todas com shows senão lotados, praticamente cheios. Olha que o ingresso não foi barato em nenhuma das ocasiões. Os caras voltam porque fazem a alegria dos produtores de shows, essa é a verdade.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Deep-Purple-Now-What.jpg" class="thickbox no_icon" title="Deep Purple Now What"><img class="alignleft size-medium wp-image-5857" alt="Deep Purple Now What" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Deep-Purple-Now-What-300x297.jpg" width="300" height="297" /></a>Estive em 2003 na apresentação no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, que contou com abertura do Sepultura e da extinta banda sueca de hard rock Hellacopters. Nas outras vezes, sempre acabava <em>&#8220;deixando pra próxima&#8221;</em>. <em>&#8220;A próxima&#8221;</em> rolou várias vezes e nada de eu voltar. Mas eis aí um novo e ótimo motivo para retornar às fileiras de fãs do hoje chamado <em>&#8220;classic rock&#8221;</em>: O Deep Purple lançou no mercado internacional, no último dia 26 de abril, seu décimo nono álbum de estúdio, intitulado <strong><em>&#8220;Now What?!&#8221;</em></strong>. No Brasil o álbum sai no próximo dia 10 de maio.</p>
<p>A banda inglesa, que não lançava um álbum de inéditas já há quase oito anos, traz em seu novo trabalho um registro vigoroso e cheio de groove. Desde a entrada do estupendo guitarrista Steve Morse, em 1994, o som do Deep Purple vem caminhando gradativamente nesse sentido, flertando com o jazz e o fusion. Já deu tempo de os fãs da abordagem mais direta e clássica se acostumarem. A mudança do som tem tudo a ver com mudança de integrantes, o que sem dúvida é algo positivo. As entradas de Morse, e posteriormente do tecladista Don Airey, arejaram o som do Purple, de modo que a banda ainda pôde se manter relevante no cenário musical. Ambos trouxeram influências externas, que foram muito bem absorvidas pelo restante da banda.</p>
<p>Gosto de praticamente todos os quatro discos dessa fase, mas já vi muita gente execrando álbuns como <em>&#8220;Bananas&#8221;</em> (2003) e <em>&#8220;Rapture Of The Deep&#8221;</em> (2005). Se pra mim estes discos passam longe de serem ruins, <em>&#8220;Now What?!&#8221;</em> soou aos meus ouvidos como a evolução de tudo o que foi feito até hoje pela formação atual. É difícil falar em <em>&#8220;amadurecimento&#8221;</em> quando falamos de uma banda com mais de quarenta anos de carreira, mas em comparação aos outros discos da chamada MK VII (apelido da formação com Morse e Airey) o novo álbum soa muito mais inspirado em suas composições.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Deep.jpg" class="thickbox no_icon" title="DP"><img class="alignright size-medium wp-image-5858" alt="DP" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Deep-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a>As razões podem ser diversas, mas o que salta aos ouvidos logo na primeira música, <em>&#8220;A Simple Song&#8221;</em>, é que Steve Morse está impossível! <em>&#8220;A Simple Song&#8221;</em> é uma abertura incomum para álbuns de rock, pois começa suave e tranquila, com uma base simples (pois é) de guitarra e teclado, que fazem a cama para um lindo solo de Steve Morse. Quando Ian Gillan (vocal), Ian Paice (bateria) e Roger Glover (baixo) aparecem, o jogo já está praticamente ganho. <em>&#8220;Weirdistan&#8221;</em>, a faixa seguinte, tem uma base que lembra um pouco a clássica <em>&#8220;Knockin&#8217; At You Back Door&#8221;</em>.</p>
<p>A audição segue bacana, com destaque para as funkeadas <em>&#8220;Out Of Hand&#8221;</em> e <em>&#8220;Body Line&#8221;</em>.  O <em>&#8220;hardão&#8221;</em> intitulado <em>&#8220;Hell To Pay&#8221;</em>, que aparece entre elas, é faixa pronta para funcionar lindamente ao vivo. Em seguida temos a primeira das duas homenagens que a banda prestou ao seu ex tecladista, Jon Lord, falecido no ano passado. <em>&#8220;Above And Beyond&#8221;</em> tem uma introdução que lembra os concertos clássicos que Lord tanto curtia fazer, e caem em uma melodia vocal conduzida por Gillan, bastante agradável.</p>
<p><em>&#8220;Blood From A Stone&#8221;</em> é o que mais se aproxima de ser uma balada no álbum. Em seguida, <em>&#8220;Uncommon Man&#8221;</em>, a segunda homenagem à Jon Lord, também é cheia de elementos clássicos, com várias modulações interessantes. Aqui Steve Morse destrói novamente! Caminhando para o fim, o grande destaque é a radiofônica <em>&#8220;All The Time In The World&#8221;</em>. Radiofônica se ainda houvesse espaço para música de real qualidade no rádio. Se eu disser que aqui Steve Morse destrói novamente, vai ficar repetitivo? Porque olha&#8230;. Arrepia.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Deep-Purple-Mini.jpeg" class="thickbox no_icon" title="Deep Purple Mini"><img class="alignleft size-medium wp-image-5856" alt="Deep Purple Mini" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Deep-Purple-Mini-300x184.jpeg" width="300" height="184" /></a>A constatação da experiência que <em>&#8220;Now What?!&#8221;</em> traz é que hoje o Deep Purple é o melhor dos mundos entre o rock melodicamente acessível e a chamada <em>&#8220;música para músico&#8221;</em>, com técnica apurada e cuidado não só na produção mas também nos arranjos. Também nota-se que Ian Gillan, que vinha fazendo feio ultimamente, fez as pazes com a sua voz e aprendeu definitivamente que a idade chegou e não dá mais pra dar aqueles berros agudos de outrora. Mais um ponto positivo para o álbum. De ponto negativo, fica a capa horrenda, o que parece ter se tornado costume nos trabalhos do Purple.</p>
<p>Agora a espera é pela certeira passagem da nova turnê pelo Brasil, e quando passar, não faça como eu. Não deixe <em>&#8220;para a próxima&#8221;</em>!</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><strong><em>Danilo Fernandez</em></strong></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/VxPhHRDJ4TM?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eterno Sol Dos Anos 60</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 16:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beirigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipsteria]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[I've Got Your Number Son]]></category>
		<category><![CDATA[She & Him]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 3]]></category>

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		<description><![CDATA[A lindeza da Zooey Deschanel está com disco novo do seu projeto, o She &#038; Him. Teria "Volume 3" ao menos uma parte da beleza da sua autora?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4817" alt="5,0" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/02/501.jpg" width="150" height="57" />Ah, os anos sessenta. Quando absolutamente tudo parecia ter saído de uma foto ensolarada com bigodes pomposos e cabelos entupidos de laquê. O mundo acontecia logo ali, as bandas de rock conquistavam os continentes e os backing vocals eram melhores. Ali, nos anos 60, sob a batuta de gente como Bob Dylan e os Beach Boys, o folk e a surf music entortava a cabeça de muita gente, provando que nada além de ignorante é o ser humano detrator desses dois estilos.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-5849" alt="Cover" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Cover-300x300.jpg" width="300" height="300" /></p>
<p>No começo da década passada, todos vimos o revival de sons antigos, quando a moda passou a ser o tal <em>vintage. </em>Todo mundo tentava resgatar algo de 3 décadas atrás para adornar seu som e com o <strong>She &amp; Him </strong>não foi diferente. Se quando surgiu, lá nos idos de 2006, a dupla formada pela atriz (e <em>&#8216;linda&#8217;</em> nas horas vagas) Zooey Deschanel e pelo guitarrista e produtor M. Ward ainda era tímida apesar de suas canções ensolaradas, após 7 anos de ares californianos, praias, milk-shakes, mini-saias e afirmações femininas, &#8220;<strong><em>Volume 3&#8243;</em></strong><em> (</em>que ironicamente é o 4º álbum na carreira da dupla, se contarmos <em>&#8220;A Very She &amp; Him Christmas&#8221;</em>, lançado para o natal de 2011) brilha.</p>
<p>Com 14 faixas, sendo três delas covers, o grande salto artístico se confirma em músicas mais elaboradas, arranjos de corda e sopro, canções com muito groove e de difícil execução. Para quem achava os trabalhos anteriores com ares de <em>&#8220;bobinhos&#8221;</em> ou fofos demais, com certeza irá se apaixonar com a atmosfera desse novo registro.<em>&#8220;Volume 3&#8243; </em>é uma máquina do tempo tão confortável que não da vontade de apertar o botão de volta para o presente. É como olhar para o lado e ver aquela moça de saia e cabelos soltos andando de bicicleta pela rua, ver o cara também de bike jogando jornal pelas casas, enquanto uma senhora rega seu jardim.</p>
<p>Além das referências sessentistas como grupos vocais femininos, os já citados Beach Boys formam a veia mais saltada  no coração do disco, principalmente no que diz respeito aos vocais de apoio. As músicas são redondinhas, mas sem aqueles backing vocals talvez a coisa não ficasse com tanta brilhantina nos cabelos e nem tão otimista. Porém, se as &#8220;segundas vozes&#8221; são um diferencial nas faixas mais agitadas, o contraponto aparece em números mais calmos como <em>&#8220;Turn To White&#8221;</em>, com um violão tocado de forma delicada, baixo marcando com sutileza e um arranjo de cordas para deixar tudo mais charmoso.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5852" alt="Zooey" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Zooey-300x161.jpg" width="300" height="161" /></p>
<p>Quanto às interpretações de antigos clássicos, tudo é bastante honesto e não fica devendo em nada aos originais. O clássico <em>&#8220;Baby&#8221;</em>,<em> </em>eternizado na voz de Ellie Greenwich<em> </em>ganhou uma nova cara. Apostando bastante nas vozes de apoio com uma guitarra saltitante ao fundo, o cover ficou perfeito, quiçá melhor que o clássico sessentista. Vinda de uma década antes, <em>&#8220;Hold Me, Thrill Me, Kiss Me&#8221;</em>,<em> </em>escrita em 1952 por Harry Noble<em> </em>traz um forte clima jazzístico, lembrando bastante a canção original. Já por último dentre os covers temos uma bela releitura da fantástica &#8220;<em>Sunday Girl&#8221;</em>, do Blondie<em>. </em>Com as guitarras na frente, palmas no fundo e aquela bateria com uma sonoridade que insiste em evocar o Havaí, pequenos bikinis e grandes ondas.</p>
<p><em>&#8220;Volume 3&#8243; </em>é inteiro nesse clima de época, aposta da dupla desde o primeiro disco. <em>Deschanel </em>e <em>Ward </em>apoiam-se nisso, tentando mesclar as melhores melodias de cinco décadas atrás com suas ideias mais modernas. Nesse último trabalho, tudo é tão coeso que as faixas parecem estar <em>&#8220;linkadas&#8221;</em>, formando um único e belo cancioneiro.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/She-And-Him.jpg" class="thickbox no_icon" title="She And Him"><img class="alignright size-medium wp-image-5851" alt="She And Him" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/She-And-Him-300x107.jpg" width="300" height="107" /></a>Os maiores destaques são <em>&#8220;I&#8217;ve Got Your Number, Son&#8221;</em>,<em> </em>que abre o disco num clima totalmente &#8220;<em>Brian Wilsístico&#8221; </em>na época mais linda dos <em>Beach Boys. </em>Uma joia pop tão bem elaborada que é de deixar qualquer ser humano apaixonado. Além dessa, a outra pérola surge no que, na verdade, não é bem uma canção e sim uma mini rapsódia carregada de toda tristeza que qualquer uma das outras canções tenham disfarçado. <em>&#8220;Reprise (I Could&#8217;ve Been Your Girl)&#8221; </em>é uma melancólica releitura da quarta faixa do álbum, <em>&#8220;I Could&#8217;ve Been Your Girl&#8221;</em>. Se o disco abre radiando alegria e nostalgia, ele fecha com um adeus sem volta. É como se, à força, alguém tivesse apertado o tal botão daquela máquina do tempo que te traz para o presente.</p>
<p>Sim, a nostalgia é inevitável, os backing vocals fazem a diferença em tudo nessa vida e, na opinião deste que vos escreve, <em>&#8216;Volume 3&#8243; </em>é o melhor disco de 2013 até agora. <em><br />
</em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em><strong>Felipe Beirigo</strong></em></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/qDS_gybdWb4?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Fonte Que Nunca Seca</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 00:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beirigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Abba A Zappa]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Extended Play]]></category>
		<category><![CDATA[Fleetwood Mac]]></category>
		<category><![CDATA[Sad Angel]]></category>

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		<description><![CDATA[Após mais de uma década sem lançar material novo, o Fleetwood Mac liberou um EP com 4 novas faixas. E, acreditem, vale muito a pena gastar 15 minutinhos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4817" alt="5,0" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/02/501.jpg" width="150" height="57" />Existem vários artistas que já fizeram muito sucesso um dia mas acabaram caindo na terrível realidade do <em>&#8220;nada dura para sempre&#8221;</em>. Depois de um bom tempo, algumas dessas bandas sagradas resolvem voltar à ativa com sua formação original, caso ninguém tenha morrido ou desencanado de vez do negócio. Pra alguns, essa volta serve somente para afirmar que sim, a fonte secou. Felizmente, para outros não.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Fleetwood-Mac-Extended-Play-1024x1024.jpg" class="thickbox no_icon" title="Extended Play"><img class="alignleft size-medium wp-image-5842" alt="Extended Play" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Fleetwood-Mac-Extended-Play-1024x1024-300x300.jpg" width="300" height="300" /></a>O <strong>Fleetwood Mac</strong> voltou disposto a mostrar que na fonte deles ainda há muita coisa pra jorrar. Depois de 10 anos sem lançar nada, o senhor Mick Fleetwood, batera e <em>&#8220;líder&#8221;</em> do grupo,<i> </i>resolveu chamar os velhos amigos Stevie Nicks<em>,</em> Lindsey Buckingham e John McVie para reassumirem seus postos na banda. E o material novo já começou a surgir.</p>
<p><strong><em>&#8220;Extended Play&#8221;</em></strong> é, vejam só, um EP. Apresenta somente 4 faixas, mas QUE 4 faixas! Muitas vezes, como dizem por ai, <em>&#8220;menos é mais&#8221;</em> e no mundo da música as coisas também podem funcionar desse jeito. As novas canções não são exatamente uma &#8220;<em>volta às raizes&#8221;</em>,<em> </em>como alguns artistas adoram divulgar material novo às vésperas de lançamento, mas surgem muito mais como uma reafirmação da genialidade do Fleetwood Mac e de seus compositores.</p>
<p>A música de <em>&#8220;Extended Play&#8221; </em>é simples, com os dois pés bem fincados no folk e no pop.<em> </em>Nicks e Buckingham<em> </em>continuam como uma das duplas vocais mais brilhantes do rock, porém, com exceção do dueto <em>&#8220;Without You&#8221;</em>, Nicks aparece somente nos vocais de apoio, fazendo a cama para seu parceiro soltar a voz. Isso somado à sentida ausência de Christine McVie (que resolveu não embarcar nas últimas empreitadas do Fleetwood Mac), deixa o ouvinte com saudades de um daqueles clássicos femininos da banda, como <em>&#8220;Dreams&#8221;</em> ou <em>&#8220;Silver Springs&#8221;</em>, mas não tira o brilho das novas faixas.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-5841" alt="Fleetwood Mac" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/50806211-300x200.jpg" width="300" height="200" /></p>
<p>Se me fosse pedido para pinçar um single<em> </em>deste EP, minha escolha certamente seria &#8220;<em>Sad Angel&#8221;. </em>A canção acena para o Fleetwood Mac<em> </em>dos anos 70, mas sem soar datada, com aquela clássica levada pop animada, construída ao redor de uma bela harmonia vocal. Já<em>&#8220;It Take Times&#8221; </em>é o exemplo de genialidade artística em que a fonte esta bem longe de secar. Buckingham e seu piano deixam o clima mais reflexivo e melancólico, despejando cada nota para criar um clássico moderno, uma verdadeira <em>&#8220;big piano ballad&#8221;</em>, que faz o exato contraponto à <em>&#8220;Sad Angel&#8221;</em>.</p>
<p><em>&#8220;Miss Fantasy&#8221; </em>e &#8220;<em>Without You&#8221; </em>têm revestimentos voltados ao folk clássico. Na primeira, a banda se lambuza em melodias intrincadas, violões bem delicados e vozes que se intercalam no melhor refrão do disco. Já na segunda, a forte influência de Cat Stevens (antes de virar Yusuf) é o fio condutor. Essa é certamente a canção que mais lembra o som clássico do Fleetwood Mac nos tempos de <em>&#8220;Rumours&#8221;</em> e<em> &#8220;Tusk&#8221;.</em></p>
<p><em></em>De verdade? As quatro faixas são extremamente poderosas, o que torna impossível destacar apenas uma. É somente um EP, mas dá um banho em muito long play por ai.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em><strong>Felipe Beirigo</strong></em></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/_AR9R88pzAo?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quer O Novo Disco Do Queens Of The Stone Age?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 17:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É simples: quer "...Like Clockwork", o novo disco do Queens Of The Stone Age, de graça? Então tá no lugar certo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;É isso aí&#8230;&#8221;</em>, diriam Ana Carolina e Seu Jorge. É hora de mais uma espetacular, surreal e esplendorosa promoção do <strong>Sério? Jura? Putz!</strong> e dessa vez nós vamos te dar, assim, de graça mesmo, um dos discos mais esperados desse ano. <em><strong>&#8220;&#8230;Like Clockwork&#8221;</strong></em>, novo trampo do <strong><em>Queens Of The Stone Age</em></strong>, tem lançamento marcado pro dia 04/06, mas por que você iria se preocupar em ir até uma loja se no mesmo dia você vai ganhar, né?</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-5830" alt="like-clockwork" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/like-clockwork-300x300.jpg" width="300" height="300" /></p>
<p>Pra participar é tão simples como qualquer outra promoção já feita aqui: Basta compartilhar o <strong><a  title="Banner QOTSA" href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=437179436373194&#038;set=a.311149022309570.71102.293437737414032&#038;type=1&#038;theater" target="_blank">avermelhado banner da promoção</a></strong> lá no Facebook e curtir a <strong><a  title="Sério? Jura? Putz!" href="https://www.facebook.com/SerioJuraPutz" target="_blank">página do &#8220;Sério? Jura? Putz!&#8221;</a></strong> na mesma rede social. É, só isso mesmo! Aí é só cruzar os dedinhos, abrir uma cerveja e esperar pra ver o seu nome estampado aqui no dia do lançamento. \o/</p>
<p>Lembrando sempre que é IMPORTANTÍSSIMO que sejam cumpridas as duas etapas (compartilhar o banner e curtir a página do blog) para participar da promoção. Caso o(a) sorteado(a) não se enquadre nos dois requisitos, um novo sorteio será realizado.</p>
<p>Se você tiver algum problema com os links acima, a gente facilita:</p>
<p>Banner da promo (esse é só compartilhar): <strong><a  href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=437179436373194&#038;set=a.311149022309570.71102.293437737414032&#038;type=1&#038;theater">https://www.facebook.com/photo.php?fbid=437179436373194&amp;set=a.311149022309570.71102.293437737414032&amp;type=1&amp;theater</a></strong></p>
<p>Página do blog (é só curtir): <strong><a  href="https://www.facebook.com/SerioJuraPutz">https://www.facebook.com/SerioJuraPutz</a></strong></p>
<p>A pessoa agraciada com essa glória terá um prazo de 72 horas para entrar em contato com o blog pelo e-mail <strong>contato@seriojuraputz.com</strong>, confirmando nome completo e endereço para entrega do CD. Caso o contato não seja feito dentro dessas 72 horas, um novo sorteio será realizado.</p>
<p>Ah, só pra deixar um gostinho, curtam aí embaixo o novo som dos caras, <em>&#8220;I Appear Missing&#8221;</em>. A música é animal e o clipe é uma obra de arte!</p>
<p>É isso! Boa sorte pra todo mundo!</p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/C9OfBcjyxKY?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Hip N&#8217; Roll</title>
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		<pubDate>Sun, 05 May 2013 23:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beirigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cercado de nomes fortíssimos do hip hop, do rock e do soul, LL Cool J mira além do público do rap em "Authentic".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4073" alt="3,5" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2012/12/35.jpg" width="150" height="57" />Como se resenha um disco sem deixar que seu gosto musical se torne uma barreira? Mais que disso, ter frieza para ouvir tudo com atenção, mesmo odiando. O que torna isso interessante é o aumento do conhecimento musical. Mesmo as coisas que nunca ouviríamos no dia a dia também podem ter algo de bom a oferecer.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/04/Authentic.jpg" class="thickbox no_icon" title="Authentic"><img class="alignright size-medium wp-image-5814" alt="Authentic" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/04/Authentic-300x300.jpg" width="300" height="300" /></a>Mesmo com os jargões mais clássicos como &#8220;<em>separar o joio do trigo&#8221;</em> ou <em>&#8220;não misturar lé com cré&#8221;</em>, em algumas resenhas a tarefa é árdua. Não pelo estilo musical mas sim por culpa do artista e seu <em>&#8220;novo melhor disco&#8221;. </em>É impossível ter total domínio dos principais gêneros, mas em um ou dois a gente sempre se arrisca para rasgar algumas frases ou tentar levar vantagem numa mesa de bar qualquer. Comigo e o rap<em> </em>é assim, não sou um profundo conhecedor mas me arrisco de vez em quando.</p>
<p>Na divisão de matérias para esse blog, o novo disco do<strong> LL Cool J </strong>caiu na minha mão. E como me negar a resenhá-lo? Com o título de <strong><em>&#8220;Authentic&#8221;</em></strong>, tudo que está ali pode não soar tão real aqui nas nossas terras, mas para o cara certamente é. Enquanto o nosso rap canta sobre condição social degradante, lá eles cantam sobre suas (muito melhores) próprias condições e sobre como fizeram para alcançá-las.</p>
<p>Mesmo que todas as 16 canções soem como uma só, essa rapsódia de amores promíscuos, ostentação material e corporal numa autoafirmação infinita é o único jeito de LL Cool J<em> </em>se autoafirmar como autêntico. Mesmo que outros rappers<em> </em>tenham a mesma batida, sem as mesmas rimas mas sempre com os mesmo assuntos, ele ainda é autêntico. <em>&#8220;Bath Salt&#8221; </em>abre os trabalhos de forma sinistra, com uma batida que se estenderá, com poucas diferenças, até o final do disco, além de saturados teclados dando uma quebra no ritmo aqui e ali. Para a urticaria dos roqueiros malvados, Eddie Van Halen<em> </em>faz uma pequena aparição na canção &#8220;<em>Not Leaving You Tonigth&#8221;. </em>Com sua batida tribal, <em>Cool J </em>rima e constrói a música aos poucos. Com os dois pés atolados na música pop e<em> </em>prontinha para as rádios, esse é um dos momentos <em>&#8220;sensíveis&#8221;</em> do álbum. Aqui o guitarrista  holandês beberrão aparece com um solinho fraco e sem sal. Que fase, amigos!</p>
<p>Mas não é só de desgraça que se faz um homem. Existem momentos de pura perfeição em &#8220;<em>Authentic&#8221; </em>e é nessas horas que você deve pegar suas correntes de ouro e colocar no pescoço. Essas tais passagens gloriosas aparecem mais na segunda metade do álbum, além da terceira faixa, <em>&#8220;New Love&#8221;</em>,<em> </em>que tem uma fúria e batida perfeitas com direito a backing vocals de Charlie Wilson e alguns trompetes pipocando ao fundo.</p>
<p>Além dos dois convidados já citados, uma turma barra pesada aparece no restante do trampo. O batera Travis Barker do Blink 182, Snoop Dogg  e Bootsy Collins surgem juntos na dançante <em>&#8220;Bartender Please&#8221; e,</em> para continuar o desfile de convidados, a sinistra e pesada <em>&#8220;Whaddup&#8221; </em>conta com Tom Morello do Rage Against The Machine, o DJ Z-Trip e um dos pais do rap, o senhor Chuck D, além de uma nova aparição de Travis.<em> </em></p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/04/LL.jpg" class="thickbox no_icon" title="LL Cool J"><img class="alignleft size-medium wp-image-5816" alt="LL Cool J" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/04/LL-300x185.jpg" width="300" height="185" /></a>&#8220;<em>Authentic&#8221; </em>é daquelas obras que melhoram a cada ouvida. Não é tão fácil para para digerir no começo, principalmente para quem não tem o costume de ouvir hip hop<em>.</em> Na frieza e calma de uma terceira ou quarta audição, é possível apontar alguns deslizes entre as doze faixas do álbum. &#8220;<em>Closer&#8221; </em>e <em>&#8220;Live For You&#8221; </em>deixam a peteca cair e podem facilmente ser evitadas, mas a real é que na empolgação, elas até que passam fácil.</p>
<p>Já como destaque do disco, &#8220;<em>Take It&#8221; </em>é uma das melhores canções de 2013 até agora. Além da autenticidade (olha o trocadilho), o climão debochado e a roupagem totalmente old school<em> </em>oriunda dos tempos de Motown fazem desse som uma obrigação pra todo mundo que curte boa música<em>. </em>Em parceria com Joe E. Lewis,<em> </em>que possui uma voz calma, porém forte e única, Cool J<em> </em>aparece nos refrões e assume o segundo verso com a maestria de alguém que já tem alguns (muitos) anos de experiência no ramo.</p>
<p>Mesmo tratando-se de um artista focado no hip hop, LL Cool J é um cara bem eclético e se mostra bem relacionado no mundo da música. Parece querer agradar não só aos rappers, mas também aos fãs de vários outros gêneros<em> </em>espalhados por esse sinistro e desalmado mundo.</p>
<p>É autêntico. É só pegar.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em><strong>Felipe Beirigo</strong></em></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/hoPgz84b7Z0?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Obviedades, Pleonasmos, Clichês &amp; Afins</title>
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		<pubDate>Sun, 05 May 2013 15:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beirigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipsteria]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Fall Out Boy]]></category>
		<category><![CDATA[Save Rock And Roll]]></category>
		<category><![CDATA[The Phoenix]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o título mais audacioso dos últimos tempos, o Fall Out Boy acaba de soltar "Save Rock And Roll". Mas eles têm muita coisa pra tentar salvar antes...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4660" alt="0,5" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/02/05.jpg" width="150" height="57" />Pegue as piores coisas que esfolam seus ouvidos todo santo dia, adicione batidas estouradas e alguns backing vocals de mal gosto e junte um temperinho do que de pior surgiu na música Terrena nos últimos tempos. Como estamos falando de uma banda (e sei lá como conseguiram ser classificados como rock), não esqueça das guitarras. Nada muito interessante, só pra constar ali nos créditos do encarte. A como cereja em cima do bolo, coloque aquele conhecido som de computador prensado em máquinas e máquinas e máquinas e maaaaaais máquinas&#8230; Tudo poderia não ter passado de um erro na hora de gravar, mas no fim o negócio foi lançado e mais uma vez o <strong>Fall Out Boy </strong>quase nos enganou.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Save-Rock-And-Roll.png" class="thickbox no_icon" title="Save Rock And Roll"><img class="alignleft size-medium wp-image-5809" alt="Save Rock And Roll" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Save-Rock-And-Roll-300x300.png" width="300" height="300" /></a>Mentira daquele que negar, pois todos nós já julgamos um livro ou um disco pela capa. E se existir esse ano uma lista com as melhores do ano, <strong><em>&#8220;Save Rock And Roll&#8221;</em></strong><em> </em>é forte candidata. Mas, infelizmente, é só isso, uma capa bacana. A música contida dentro deste morfético disco é ofensiva e audaciosa. Como uma banda com uma década de carreira tem coragem de lançar um câncer sonoro com esse título. É falta de respeito.</p>
<p>Bom, e a música? Se é que tem alguma né? Depois de quatro discos de estúdio e um ao vivo (ainda por cima gravaram um ao vivo), somados a quatro anos de um sagrado silêncio, os americanos voltaram com a pior coisa que 2013 nos deu até agora. Entendi a proposta do álbum e já entendi a proposta da banda desde 2002, mas a coisa aqui é bem ruim. Cheio desse clima super animado onde nossas vidas quase não têm problemas e, quando eles aparecerem, serão superados com a maior destreza possível, ouvir qualquer canção do disco novo do Fall Out Boy<em> </em>é, por si só, um belo problema.</p>
<p>O começo do álbum é apocalíptico, dramático, com um vocal empolgado com ânsia de mudança. Porém, <em>&#8220;The Phoenix&#8221; </em>logo surge com aquela batida óbvia, com melodia óbvia e uma pegada óbvia, para não dizer&#8230; péssima. Já <em>&#8220;My Song Knows What You Did In The Dark (Light Em Up)&#8221; </em> é um típico som de qualquer cantora do pop americano surgida na última semana, com um refrão em que a frase entre parênteses é repetida cansativamente e&#8230; voilá! Temos mais uma pop song fabricada para se espalhar como vírus.</p>
<p>Quanto a<em> &#8220;Just One Yesterday&#8221;</em>,<em> </em>é uma clara herança do boom que foi o estilo baladeiro de cantoras como Adele.<em> </em>O começo é idêntico ao da superestimada &#8220;<em>Rolling In The Deep&#8221; </em>da inglesa, ai ela vai crescendo, os instrumentos vão aparecendo e quando chega o refrão, tá tudo tão ruim que&#8230; fiquei com dó da menina Adele. Esqueçam a tal comparação.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Fall-Out-Boy-2013.jpg" class="thickbox no_icon" title="Fall Out Boy 2013"><img class="alignright size-medium wp-image-5807" alt="Fall Out Boy 2013" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Fall-Out-Boy-2013-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a>Depois de muito sofrimento, SE você conseguir chegar até o final do disco, as duas últimas faixas trazem o quase sempre temido <em>&#8220;feat.&#8221;</em>,<em> </em>outra moda que se espalhou na última década. <em>&#8220;Rat A Tat&#8221; </em>traz a participação de Courtney Love<em> </em>e, por mais que ainda seja penoso passar pela faixa, acaba sendo a única que lembra aquele pop/punk um pouquinho mais competente que o grupo fazia até alguns anos atrás. Mas, infelizmente, soa polida demais, boazinha demais, fofinha demais. E olha que a convidada um dia já foi bem do mal.</p>
<p>O martírio se encerra com a faixa título, que volta com força total para o caminho da desgraça, mesmo tendo como convidado Sir Elton John<em>. </em>Eu me perguntei várias vezes por que ele topou e nem dá pra dizer que foi por dinheiro, né?<em> </em>Elton faz um dueto com Patrick Stump<em> </em>no último verso da canção e nos entrega algo, digamos, tolerável.</p>
<p>Não dá pra fechar esse texto com uma consideração diferente desta: fiquem longe.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em><strong>Felipe Beirigo</strong></em></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/5hDZbroaQDc?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Motivo De Celebração</title>
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		<pubDate>Sun, 05 May 2013 01:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mosh Pit]]></category>
		<category><![CDATA[Principais Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Burn]]></category>
		<category><![CDATA[Iggy And The Stooges]]></category>
		<category><![CDATA[Ready To Die]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois do sofrível "The Weirdness", quem esperava por um novo disco de Iggy And The Stooges? Mais que isso, quem esperava que ele pudesse ser bom?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><img class="alignleft size-full wp-image-4743" alt="4,0" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/02/40.jpg" width="150" height="57" />&#8220;Ready To Die&#8221;</strong></em> é um disco que tinha tudo para sequer existir. Isso, por si só, já o torna motivo de celebração. Isso porque os Stooges, banda formada em 1967, teve seu auge (se é que dá pra dizer que os Stooges chegaram a ter um auge) e seu fim há quase 40 anos. No início de 1973 a banda lançou <em>&#8220;Raw Power&#8221;</em> e no ano seguinte, terminou. Como se esse término, acontecido há tanto tempo atrás, não fosse suficiente para acabar com as esperanças de quem ainda torcia por qualquer bom trabalho vindo dos caras, quando finalmente decidiram voltar, soltaram em 2007 o tenebroso <em>&#8220;The Weirdness&#8221;</em>. Tenebroso mesmo, <em>&#8220;com um &#8220;T&#8221; bem grande pra você&#8221;</em>. Aí, em 2009 o guitarrista Ron Asheton foi encontrado morto em sua casa e pronto, o <em>&#8220;novo fim&#8221;</em> dos Stooges ficou implícito.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Iggy-The-Stooges-Ready-to-Die-packshot-small.jpg" class="thickbox no_icon" title="Ready To Die"><img class="alignright size-medium wp-image-5799" alt="Ready To Die" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Iggy-The-Stooges-Ready-to-Die-packshot-small-300x300.jpg" width="300" height="300" /></a>Com lançamento previsto para o próximo dia 30, a bolacha, que volta à ser creditada à chancela <strong>Iggy And The Stooges</strong>, obviamente não representa uma volta ao som clássico dos caras (hoje distintos senhores, exceto Iggy, que continua sendo o mesmo <em>&#8220;Mick Jagger On Crack&#8221;</em> de sempre), mas é, para a glória de Odin, um esforço que apaga da memória a triste lembrança do disco anterior. Com 10 faixas, entre elas 3 baladas com direito a violõezinhos e tudo mais, o álbum é focado no hard rock, campo no qual seria deplorável dizer que os caras envelheceram. As mesmas guitarras sujas, o mesmo baixo bem marcado e a bateria sempre simples e quase nunca precisa dos anos 70 forram o som em faixas como o fortíssimo primeiro single, <em>&#8220;Burn&#8221;</em>, além de pedradas como <em>&#8220;Job&#8221;</em> e a ótima faixa título, músicas que certamente não irão desapontar quem, mesmo após o disco anterior, conseguiu ser gente boa o suficiente para manter vivas as esperanças.</p>
<p>A grande diferença com relação ao som clássico da banda fica com os vocais. Nada daquela histeria berrada de <em>&#8220;Search And Destroy&#8221;</em> ou <em>&#8220;I Wanna Be Your Dog&#8221;</em>. Por sorte, Iggy também abandonou o estilo que marcou seus dois mais recentes discos de estúdio, álbuns de jazz cantados em francês (??!), mas o que se ouve ao longo dos 38 minutos do novo trampo é um vocalista mais comedido, talvez até de forma deliberada, já que é inegável que ouvir Iggy cantar coisas como <em>&#8220;I got a job, I got a job / I got a job but it don&#8217;t pay shit&#8221;</em> com uma voz de velho podre de rico deixa tudo ainda mais legal.</p>
<p><em>&#8220;Unfriendly World&#8221;</em>, a primeira balada, não surpreendentemente remete à uma sonoridade <em>&#8220;Lou Reediana&#8221;</em>, já que o ex-Velvet Underground sempre foi parceiro de Iggy, além de uma grande influência. Quase country e com um vocal baixo e grave, cai bem como uma quebra no ritmo mais uptempo do disco até então.</p>
<p><a  href="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Iggy-and-the-Stooges.jpg" class="thickbox no_icon" title="Iggy And The Stooges"><img class="alignleft size-medium wp-image-5798" alt="Iggy And The Stooges" src="http://seriojuraputz.com/wp-content/uploads/2013/05/Iggy-and-the-Stooges-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a>Enquanto numa ponta surgem baladas levadas ao violão, na outra aparecem coisas como <em>&#8220;DD&#8217;s&#8221;</em>, que apesar da letra por vezes ridícula <em>(&#8220;you need sex around your life / is gonna stink&#8221;)</em>, traz fortíssimas influências da Motown. Pois é, é só ouvir com carinho, tá tudo ali.</p>
<p>O trampo fecha com as outras duas baladas, <em>&#8220;Beat That Guy&#8221;</em> (que, com esse título, não é beeeem uma balada) e <em>&#8220;The Departed&#8221;</em>. O mais curioso é que são três faixas <em>&#8220;lentas&#8221;</em> entre 10, sendo que estamos falando de um disco do Iggy And The Stooges. Ainda assim, em nenhum momento elas soam deslocadas, méritos do clima sarcástico que permeia todo o álbum.</p>
<p>A real é que, com a idade que os membros da banda já têm e ainda tendo que satisfazer expectativas que têm como base um som juvenil e inconsequente gravado há mais de 40 anos, seria injusto exigir de Iggy And The Stooges um trabalho mais sincero (mesmo sob todo o já citado sarcasmo) do que <em>&#8220;Ready To Die&#8221;</em>.</p>
<p>A nós, pobres mortais que nunca mudamos a história da música, só resta tocar a bolacha o mais alto possível e celebrar.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><em><strong>Bruno Souza</strong></em></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='390' src='http://www.youtube.com/embed/2_qW0FEsvl8?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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